A OrtodontiaSPO, a melhor revista de Ortodontia clínica do Brasil, carrega 44 anos de tradição em levar aos seus leitores um conteúdo de primeira linha, assinado pelos maiores nomes da especialidade.

Agora com 6 edições anuais, contra as 4 edições anuais anteriores, média de 7 artigos clínicos e 96 páginas por edição, a OrtodontiaSPO vem, ao longo dos anos, contribuindo, e muito, para a melhor prática da Ortodontia.

Consagrada pelo seu compromisso com a atualização de qualidade, ela conquistou leitores de todo o território brasileiro, sendo hoje, a publicação líder da especialidade. O principal veículo de informação do ortodontista que preza por um conteúdo de alto valor em Ortodontia clínica em busca do crescimento profissional.

Tradicional mas ao mesmo tempo inovadora, a revista OrtodontiaSPO pode ser definida em uma só palavra: completa.

E é por isso que hoje ela é líder. 

Diagnóstico precoce da anquilose evita problemas na dentição permanente

AS ANOMALIAS DE ERUPÇÃO APRESENTAM-SE, GERALMENTE, NA DENTIÇÃO DECÍDUA E DEVEM SER DIAGNOSTICADAS E TRATADAS COM RAPIDEZ, VISANDO UMA DENTIÇÃO PERMANENTE MAIS SEGURA E SEM PROBLEMAS DE MÁ-OCLUSÃO.

Coordenação de conteúdo: Alexander Macedo
Colaboração na matéria: Ana Carla Raphaelli Nahás-Scocate e Ricardo De Nardi Fonoff

Manter e preservar uma dentição decídua plena é fator fundamental para evitar alterações na dentição permanente, como a má-oclusão. Assim, o cirurgiãodentista deve estar atento aos problemas de anquilose, uma das anomalias de erupção mais frequente e também a que mais dúvidas suscita nos profissionais de Odontologia quanto ao seu diagnóstico e tratamento. Conhecer sua etiologia e a melhor conduta a ser adotada são fatores essenciais para tratar essa patologia.

Vários são os termos encontrados na literatura para definir a presença de um dente decíduo que apresenta sua superfície oclusal abaixo da dos dentes adjacentes, como por exemplo, anquilose, infraoclusão, impacção e submersão. Ricardo De Nardi Fonoff, mestre e doutor pela Universidade de São Paulo, coordenador do Curso de Cirurgia em Odontopediatria e professor do Curso de Especialização em Odontopediatria da Fundecto-Fousp, define a anquilose dentária como a fusão anatômica do cemento ou da dentina radicular ao osso alveolar. “Trata-se de uma patologia histológica que leva à condição clínica de infraoclusão ou submersão do dente envolvido”, explica, ressaltando a existência de teorias que sustentam seu aparecimento. Estas seriam:

a. Teoria do distúrbio do metabolismo local: qualquer causa que resulte em desequilíbrio no processo da reabsorção radicular e/ou deposição óssea durante a rizólise dos dentes decíduos.

b. Teoria do trauma: relaciona-se com um trauma prévio que lesiona o ligamento periodontal, tais como reimplante dental ou oclusão traumática.

c. Teoria genética: baseada em tendência familiar, com caráter genético. “Outros fatores também são propospropostos para explicar essa patologia: agenesia do sucessor permanente, infecções periapicais, pressões no arco dentário e distúrbios sistêmicos”, acrescenta Fonoff.

PREVALÊNCIA E DIAGNÓSTICO

Convém destacar que o manejo de dentes decíduos anquilosados pode se constituir em um dilema para o clínicogeral e para o especialista em Ortodontia, assim, é fundamental conhecer sua prevalência e seu diagnóstico correto. De acordo com Fonoff, ela é variável na população, mas pode ser considerada uma anomalia frequente. “É mais comum em molares decíduos inferiores, raramente ocorrendo em dentes anteriores. O diagnóstico é realizado através de sinais clínicos, auxiliados pelas características radiográficas. No exame clínico, o dente encontra-se com a superfície abaixo do plano oclusal dos dentes vizinhos. Além disso, apresenta um som característico à percussão e à perda de mobilidade quando comparado aos dentes adjacentes”, informa.

Embora a dentição decídua seja a mais atingida pela anquilose, a dentição permanente também pode ser acometida por essa anomalia. Conforme Ana Carla Raphaelli Nahás-Scocate, professora associada dos Programas de Graduação e Pós-graduação em Ortodontia da Universidade Cidade de São Paulo – Unicid, o diagnóstico de dentes anquilosados é geralmente estabelecido pela avaliação clínica. “De acordo com Mullally et al (1995), embora o diagnóstico clínico possa ser realizado pela condição de infraoclusão, percussão e teste de mobilidade, às vezes, a ausência de movimentação ortodôntica pode confi rmar o seu diagnóstico”, cita Ana Carla.

Segundo ela, ainda, em teoria, as radiografi as periapicais exibem áreas de interrupção do ligamento periodontal (junção do cemento radicular ao osso alveolar), confi rmando a anomalia. “No entanto, o diagnóstico por meio da radiografia dentária é difícil, pois as áreas de anquilose são muito pequenas, frequentemente localizadas na raiz, e invisíveis em imagens 2D. Resumidamente, os procedimentos de diagnóstico para dentes permanentes anquilosados incluem: testes de percussão; ausência de mobilidade dentária; infraoclusão dentária (sinal clínico confi ável de anquilose); inabilidade do dente em responder às forças ortodônticas”, enumera Ana Carla.

CLASSIFICAÇÃO DE SEVERIDADE

A manutenção dos dentes decíduos em condições anatomofuncionais até a época de sua esfolição fisiológica é um fator de grande importância para a correta erupção dos dentes permanentes sucessores. Além disso, há uma classificação descrita para defi nir a severidade das alterações nos casos de dentes decíduos submersos.

A classificação da infraoclusão, conforme Fonoff, está baseada na distância da superfície do elemento anquilosado ao plano oclusal, apresentando-se da seguinte forma:

• Estágio leve: a superfície oclusal está aproximadamente 1 mm aquém da oclusal dos dentes adjacentes.

• Estágio moderado: a superfície oclusal apresenta-se ao nível do ponto de contato dos dentes vizinhos.

• Estágio severo: a superfície oclusal está à altura ou abaixo do tecido gengival.

Um dente submerso ou anquilosado nos dentes adjacentes, periodonto e oclusão pode ocasionar graves consequências. As principais, conforme Fonoff, são: “inclinação dos dentes adjacentes; perda de espaço no arco para o sucessor permanente; mordida aberta posterior com interposição lingual; defi ciência na mastigação; aprofundamento da curva de Spee; retenção prolongada do dente decíduo; dificuldade de erupção do permanente sucessor; aumento do risco de cárie e doença periodontal do dente envolvido.

Para Ana Carla, as consequências da infraoclusão dentária incluem: inclinação dos dentes adjacentes; supraerupção dos dentes antagonistas com a presença de recessão gengival, podendo também interferir nos movimentos de balanceio; desvio da linha média, quando da anquilose unilateral; diminuição do comprimento do arco; falta de desenvolvimento da área alveolar envolvida (não há crescimento vertical dos processos alveolares na região acometida).

“Defeitos ósseos verticais podem ser visualizados nas regiões mesial e distal, por meio das radiografi as periapicais. Adicionalmente, o risco à cárie e à doença periodontal nos dentes adjacentes, pela dificuldade de higienização e impacção alimentar, também são consequências desta anomalia. Estas consequências podem desencadear problemas em estética e função, comprometendo, por exemplo, a própria função mastigatória”, completa Ana Carla.

TRATAMENTO
Após o diagnóstico de anquilose do dente decíduo é preciso ater-se às possibilidades de tratamento, como aponta Fonoff: “pode ser conservador ou cirúrgico e depende da idade da criança e do estágio de desenvolvimento do permanente sucessor; além do grau de infraoclusão e do comprometimento para a oclusão do paciente. Nos casos de anquilose leve, o tratamento deve ser conservador, aguardando o desenvolvimento do germe do permanente e a esfoliação fisiológica do dente anquilosado. Porém, quando houver estágio severo da infraoclusão associado à reabsorção radicular lenta, o tratamento de escolha é a exodontia com manutenção de espaço”, afirma.

No caso do sucessor permanente estar em início de desenvolvimento e o dente anquilosado em estágio leve ou moderado, Fonoff afirma ser possível realizar o aumento da coroa clínica do dente decíduo utilizando resina composta (técnica direta ou indireta). “Desta forma, a altura cérvico-oclusal e os contatos proximais são restabelecidos, devolvendo a função e estimulando a esfoliação fi siológica do dente envolvido. Entretanto, se o sucessor permanente apresentar 2/3 de formação radicular, a exodontia do dente decíduo deve ser realizada”, orienta.

Conforme Fonoff, quando o elemento permanente sucessor está ausente, o dente anquilosado deve ser mantido na cavidade bucal o máximo possível, recebendo acompanhamento clínico e radiográfi co. “Para tal, o estágio de infraoclusão deve ser leve ou moderado e a reabsorção radicular lenta. Dependendo do tipo de oclusão do paciente, planeja-se, futuramente, a instalação de uma prótese, colocação de um implante ou fechamento ortodôntico do espaço”, pondera, acrescentando que “a severidade da má-oclusão relacionada à anquilose dentária depende do estágio de desenvolvimento quando da sua ocorrência, da quantidade de crescimento remanescente e da época do tratamento instituído”.

Já Ana Carla destaca cinco abordagens de tratamento da anquilose de dentes permanentes, dependendo da severidade e da complexidade da anomalia:

1. Acompanhamento clínico: opção quando a infraoclusão é suave, com observação periódica do dente. Na anquilose dentária, quando ocorre tardiamente exibindo suave infraoclusão, o dente permanente pode ser mantido sem problemas periodontais futuros.

2. Luxação dentária e intervenção ortodôntica: abordagem aceitável em alguns casos, embora existam fatores de riscos como fraturas ósseas ou radiculares, recorrência da anquilose e necessidade de tratamento endodôntico. Esta alternativa pode ser considerada quando o diagnóstico é realizado precocemente, em situações de suave infraoclusão.

3. Reconstrução protética: possibilidade de tratamento quando a infraoclusão for menor que 5 mm.

4. Osteotomia segmentada: procedimento cirúrgico no qual o osso alveolar, incluindo o dente afetado, é seccionado e reposicionado, com maior indicação para a região anterior maxilar.

5. Extração dentária: opção de tratamento em casos de severa infraoclusão e inclinação de dentes adjacentes, contraindicando procedimentos restauradores. No entanto, esta abordagem terapêutica pode resultar em acentuados defeitos ósseos (defeitos alveolares verticais e horizontais), dificultando a reconstrução protética futura (ex: colocação de implantes dentários), ou mesmo, impossibilitando-a, quando o dente é extraído após ter sido mantido durante o período de crescimento. Às vezes, nestas situações, são necessários procedimentos de regeneração óssea, melhorando a arquitetura óssea local.


Saiba mais



Confira porque a OrtodontiaSPO é líder em tiragem e número de leitores:

• A primeira revista de Ortodontia no Brasil.
• 44 anos de tradição.
• 6 edições por ano
• Os melhores pesquisadores e autores clínicos.
•Circulação ininterrupta e pontualidade na entrega.
• Tiragem auditada de 5.500 exemplares.
• Maior cobertura do Brasil.
• Média de 96 páginas por edição.
• Média de 10 artigos clínicos.
• Qualis B Nacional – Base de Dados Lilacs e BBO.
• Editor Científico: Dr. Flávio Cotrim-Ferreira.
 
Resumos do vol. 44 - nº 5
Sumário
Ortopesquisa
Ortoclínica
Ortodivulgação
OrtoInformação

Normas de Publicação

Padronização de imagens

Expediente


 

Alexandre Silva
(11)3566-6227
vendas.alexandresilva@huntercontactcenter.com.br

 


Empresas que apoiam a
revista OrtodontiaSPO

  
  Livraria TOTA
  
     
Cadastre-se e receba as novidades
da Ortodontia brasileira no seu e-mail.




VMCOM © Todos os direitos reservados - Proibida a reprodução integral ou parcial sem autorização